Implantação do Centros de Referência de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência de acordo com a Norma Técnica de Uniformização dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher em Situação Violência
PLANO DE TRABALHO
CENTRO DE REFERÊNCIA DE ATENDIMENTO À MULHER – CRAM
PROPONENTE
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Santa Rita do Sapucaí
1. IDENTIFICAÇÃO DO SERVIÇO
Nome do Serviço
Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM
Política Pública Vinculada
Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher
Tipificação
Proteção Social Especial de Média Complexidade
Órgão Executor
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social
Público-Alvo
Mulheres em situação de violência doméstica, familiar, psicológica, patrimonial, moral, física e sexual, bem como seus familiares quando necessário.
Abrangência
Município de Santa Rita do Sapucaí/MG
2. JUSTIFICATIVA
A violência contra a mulher configura-se como uma das mais graves violações de direitos humanos, produzindo impactos sociais, emocionais, familiares e econômicos que atingem diretamente as vítimas e toda a estrutura social do município.
A violência contra a mulher constitui uma das mais graves expressões da desigualdade de gênero, impactando diretamente a saúde física, emocional, social e econômica das vítimas, bem como de suas famílias. Os dados expressivos relacionados aos casos de violência registrados no município encontram-se evidenciados nos levantamentos realizados pelo setor de Epidemiologia e Vigilância em Saúde, demonstrando a necessidade urgente de fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
O município de Santa Rita do Sapucaí/MG, assim como diversos municípios de pequeno porte do país, vem enfrentando aumento das demandas relacionadas à violência doméstica e familiar, identificadas principalmente pelos serviços socioassistenciais, unidades de saúde, rede educacional, forças de segurança e órgãos do sistema de garantia de direitos.
Observa-se que muitas mulheres permanecem em situação de violência devido à dependência emocional e financeira, ausência de suporte especializado, medo, fragilidade da rede de apoio e dificuldades de acesso aos serviços de proteção.
Embora o município possua atuação da rede socioassistencial, atualmente não conta com um equipamento especializado e estruturado exclusivamente para o atendimento integral às mulheres em situação de violência, ocasionando:
• sobrecarga dos serviços já existentes;
• fragmentação dos atendimentos;
• dificuldade de acompanhamento continuado;
• baixa adesão das vítimas à rede de proteção;
• retorno recorrente ao convívio com o agressor;
• subnotificação das situações de violência.
Nesse contexto, a implantação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM torna-se fundamental para fortalecer a política pública municipal de proteção às mulheres, garantindo acolhimento humanizado, atendimento técnico especializado, articulação intersetorial e ações preventivas voltadas à promoção da autonomia, proteção e garantia de direitos.
O CRAM atuará de forma integrada com:
• CREAS;
• CRAS;
• Secretaria Municipal de Saúde;
• Polícia Militar;
• Polícia Civil;
• Poder Judiciário;
• Ministério Público;
• Conselho Municipal dos Direitos da Mulher;
• Rede de proteção social e comunitária.
A proposta está alinhada às diretrizes da Lei Maria da Penha, da Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres e dos princípios do Sistema Único de Assistência Social – SUAS.
3. OBJETIVO GERAL
Implantar o Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM no município de Santa Rita do Sapucaí/MG, ofertando atendimento especializado, acolhimento humanizado e acompanhamento multidisciplinar às mulheres em situação de violência.
4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Realizar acolhimento qualificado às mulheres em situação de violência;
• Ofertar acompanhamento psicossocial individualizado;
• Fortalecer a autonomia emocional, social e financeira das usuárias;
• Promover orientação e encaminhamento à rede de proteção;
• Desenvolver ações preventivas e educativas;
• Reduzir situações de reincidência de violência;
• Fortalecer a articulação intersetorial da rede municipal;
• Garantir acesso das mulheres aos seus direitos sociais e protetivos.
5. METODOLOGIA DE EXECUÇÃO
O serviço funcionará por meio de equipe técnica multidisciplinar, com atendimento humanizado, sigiloso e especializado.
As ações desenvolvidas compreenderão:
• acolhimento inicial;
• escuta qualificada;
• atendimento psicológico;
• atendimento social;
• elaboração de plano individual de acompanhamento;
• encaminhamentos à rede de proteção;
• acompanhamento familiar;
• grupos reflexivos;
• ações educativas;
• campanhas preventivas;
• visitas técnicas quando necessárias;
• articulação com órgãos de segurança e justiça.