Prestação de serviços de atenção à saúde a nível ambulatorial e hospitalar ao SUS Curitiba e municípios referenciados de acordo com o Plano Diretor de Regionalização PDR/PR, compatibilizadas com a realidade sanitária loco-regional e consequentes demandas do SUS, aprimorando os processos de gestão dos sistemas de atenção ambulatorial e hospitalar dos hospitais vinculados ao SUS, bem como aperfeiçoando o modelo assistencial focado em resultados com ênfase em práticas de assistência integrais e humanizadas. O recurso será utilizado para a ampliação da oferta de exames de COAGULAÇÃO (TAP - DETERMINACAO DE TEMPO E ATIVIDADE DA PROTROMBINA, KPTT - DETERMINACAO DE TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADA, D-Dímero) e de GASOMETRIA (gasometria arteriovenosa) nas Unidades de Pronto Atendimento e Hospital do Idoso - Zilda Arns.
O aumento do acesso ao exame contribui para o diagnóstico precoce, melhor acompanhamento dos pacientes e prevenção de complicações graves, reduzindo internações e custos ao sistema de saúde. Trata-se de um investimento de alto impacto social, que fortalece a atenção à saúde e melhora a qualidade de vida da população usuária do SUS de Curitiba e referenciada do Estado do Paraná.
A proposta tem por objeto a qualificação da atenção à saúde no âmbito do SUS Curitiba no âmbito da URGÊNCIA/EMERGÊNCIA (UPAS e Hospital), o recurso será destinado à ampliação da oferta dos exames:
COAGULAÇÃO (TAP, KPTT e D-dímero): exames essenciais para avaliar a hemostasia, investigando a capacidade de coagulação do sangue. São utilizados no diagnóstico e monitoramento de distúrbios hemorrágicos e trombóticos, no acompanhamento de terapias anticoagulantes e na avaliação de condições como coagulação intravascular disseminada (CIVD).
GASOMETRIA (gasometria arteriovenosa), essencial para avaliar O exame de gasometria (arterial ou venosa) serve para avaliar o equilíbrio ácido-base (pH), os níveis de oxigenação (O2) e a eliminação de gás carbônico (CO2) no sangue, sendo crucial para diagnosticar insuficiência respiratória, distúrbios metabólicos e acompanhar pacientes críticos em UTIs. Exame relevante com aumento expressivo em virtude da sazonalidade e aumento da SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).
1. Ações a serem custeadas: Ampliação da oferta de exames COAGULAÇÃO e GASOMETRIA: Organização dos fluxos assistenciais na URGÊNCIA/EMERGÊNCIA (UPAS e Hospital); Fortalecimento do acompanhamento longitudinal; Integração entre atenção ambulatorial e hospitalar; Qualificação do processo de trabalho com estratificação de risco.
2. DA FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICA: A presente proposta encontra respaldo na Lei nº 8.080/1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, bem como na Lei nº 8.142/1990, que trata da participação da comunidade e do financiamento do SUS.
O investimento proposto observa os princípios da eficiência, economicidade e interesse público, promovendo impacto direto na redução de internações por condições sensíveis à URGÊNCIA/EMERGÊNCIA (UPAS e Hospital) e na melhoria dos indicadores de saúde.
Indicador: Percentual de usuários com alguma disfunção da homeostasia e condições respiratória realizados regularmente e em situações de emergência. Linha de base: URGÊNCIA/EMERGÊNCIA.
Meta quantitativa: O Laboratório Municipal realiza em média 6500 exames de COAGULAÇÃO no Setor de Hematologia e em média 4500 exames de GASOMETRIA no Setor de Imunoquímica, conforme dados do Relatório Produção Laboratorial (SHIFT LISS).
Meio de verificação: Relatórios do prontuário eletrônico e saúde e Relatório Produção Laboratorial (SHIFT LISS).
Consta no PAS 2026: DIRETRIZ 2 – Atenção especializada ambulatorial e hospitalar, urgência e emergência. Objetivo 2.1. Ampliar e garantir acesso da população a serviços especializados, em tempo oportuno, garantindo a equidade no atendimento, a qualidade assistencial, a integralidade e a maior efetividade e eficiência na aplicação dos recursos financeiros. 2.1.13 Realizar mutirão de atendimentos em diversas especialidades.
DIRETRIZ 3 - Vigilância em saúde
Objetivo 3.1- Proteger e promover a saúde da população por meio da identificação, monitoramento e controle de fatores que podem impactar a saúde, além de desenvolver ações de prevenção e controle de doenças transmissíveis e não transmissíveis, como campanhas de vacinação, rastreamento de doenças e promoção de hábitos saudáveis, visando reduzir a incidência e a prevalência de agravos à saúde. 3.1.15 Elaborar o Plano Municipal de Resposta às Emergências de Saúde Pública em consonância com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e do Ministério da Saúde (MS), definindo responsabilidades, estratégias, procedimentos, instrumentos e processos de trabalho, com a finalidade de reduzir os potenciais impactos de eventos de importância, tais como pandemias, epidemias, desastres de qualquer natureza, inclusive climática, entre outros.